
O presidente Pio Marinheiro venceu nesta sexta as duas batalhas submetidas na sessão extradionária do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). Na primeira votação, por sete votos a um, os auditores consideram válidos os atos do dirigente após o prazo expirado do mandato, garantindo quase que automaticamente a segunda vitória do dia, com a reeleição ao cargo por seis votos.
Como auditor mais antigo, Wladimir Capistrano seguiu o regimento interno do TJD e assumiu a presidência na vacancia do cargo, conduzindo a sessão extraordinária, que foi aberta com a votação das deliberações e atos de Pio Marinheiro de Souza, depois de 22 dias de expirado o mandato de presidente do tribunal.
O auditor André Augusto abriu a votação, declarando continuidade e legitimidade a Pio. ``Eu entendo que o princípio da continuidade administrativa dá o direito pela presidência, respondendo pelo cargo mesmo depois de expirado até deliberação contrária'', declarou André, que teve o voto seguido por mais seis auditores.
Como Pio absteve-se da votação, o único voto conta foi de Wladimir Capistrano. ``O meu entendimento é baseado no regimento interno do TJD, que na vacância do cargo, expirado desde o dia 6 de março, quem assume os atos do tribunal até a nova eleição é o auditor mais antigo. E como auditor mais antigo eu tenho que acatar esta regra'', defendeu Capistrano.
Em seguida, numa rápida votação, os nove auditores reelegeram Pio à presidência do TJD. Encabeçando uma chapa única, tendo como vice Luís Antônio Almeida e registrada com a assinatura de cinco auditores, Pio já estava eleito antes do pleito. Foram seis votos a favor, um nulo e dois em brancos. ``Como último ato de presidente interino, eu declaro Pio Marinheiro reeleito'', disse Wladimir Capistrano, encerrando a sessão extraordinária.
Depois de reconduzido ao cargo, Pio disse que a vitória foi da união do TJD. ``Esta casa mostrou que está unida para o fortalecimento da legislação esportiva, e eu me comprometo em mais uma vez cumprir as leis'', declarou o presidente do tribunal, que teve a sua mais importante deliberação, o encaminhamento do processo do América contra o atleta Anaílton, do ASSU, denunciado pelo procurador André Felipe, da 2ª Comissão Disciplinar.
JULGAMENTO
Os auditores marcaram para a próxima quinta-feira, dia 3, o julgamento em que será analisado a possível irregularidade no contrato do jogador Anaílton. Até lá os jogos do Assu seguem paralisados. Caso o TJD puna a equipe do Vale, o América é quem vai disputar às semifinais diante do Potyguar-CN. A denúncia do procurador foi baseada no artigo 214 do CBJD, que prevê punição ao clube com a perda de seis pontos e multa de até R$ 6 mil.
FONTE: DN
Nenhum comentário:
Postar um comentário