Emparn prevê final de semana chuvoso em Natal

INVERNO - A população já pode se preparar para enfrentar os transtornos causados pelo inverno
As pancadas de chuva que tiveram início na noite de quinta-feira e durante todo o dia de ontem, devem continuar de forma isolada no final de semana, inclusive no interior do Estado. A informação é do meteorologista da Empresa de Pesquisa Rio Grande do Norte (Emparn), Gilmar Bristot. “As precipitações deverão continuar nas faixas litorâneas leste e nordeste do RN, principalmente nos períodos da madrugada e manhã, deixando o céu parcialmente nublado a claro”.
O boletim da Emparn registrou maiores incidências pluviométricas nos municípios de Canguaretama (70,7mm), São Gonçalo do Amarante (38mm), Natal(35,4mm e 30mm) e Parnamirim(34,3mm).
A previsão do órgão é que no final de semana, a região Agreste terá o céu parcialmente nublado com chuvas. Já nas regiões do Seridó, Vale do Assu, Alto Oeste e Mossoró, a previsão é de céu parcialmente nublado a claro, com possibilidade de chuvas isoladas.
Quando o inverno chega, os transtornos na cidade tornam-se recorrentes, e as medidas para solucioná-los, pontuais. Buracos, alagamentos, problemas no fornecimento de energia, como mostrados pela equipe da TRIBUNA DO NORTE na semana passada na Zona Norte, e outros, são cotidianos ao natalense.
Inaugurados há menos de dois anos, os terminais de ônibus da Ribeira já apresentam sinais de deterioração. Algumas das paradas estão descobertas, e quando a chuva começa, a única forma de manter-se enxuto enquanto aguarda o ônibus é abrindo o guarda-chuva. No retorno dos ônibus um buraco está aberto há mais de um mês. Os problemas prosseguem em outras vias de grande circulação, como as avenidas Manoel Miranda, no Alecrim, e Rio Grande do Sul, na Cidade da Esperança, ea Secretaria Municipal de Obras e Viação (Semov) continua com a operação anual, de tapa -buracos, seguindo um cronograma de denúncias da população.
Por outro lado, o inverno é tradicionalmente uma boa oportunidade para os comerciantes renovarem seus estoques de guarda-chuvas, sombrinhas e capas para se protegerem da chuva. Porém, os comerciantes se dividem nas opiniões. De acordo com o ambulante Josenilson de Paiva, as precipitações não incentivaram as vendas, como ocorria em anos anteriores. “Desde 2007 que o pessoal tem comprado menos. Já cheguei a vender mil guarda-chuvas por dia e hoje vendo, em média, trinta”. Ele acredita que a diminuição da procura se deu por “as pessoas estão endividas, ainda mais agora no final do mês”.
Porém, para o gerente de uma loja de variedades no bairro da Cidade Alta, Davi Gonzaga, as vendas nesse período não diminuíram. “Sempre aumenta, e este ano está com a venda parecida ao mesmo período do ano passado. Vendemos de 30 a 40 produtos diariamente, principalmente sombrinhas”. Um fato curioso, é que enquanto o ambulante tem uma faixa de preços menor, entre R$5 e R$10, a loja pesquisada oferece os produtos de proteção a partir de R$15, podendo chegar a custar até R$33.
Nenhum comentário:
Postar um comentário