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quinta-feira, 2 de junho de 2016

 

 Tocha Olímpica 2016


A Chama Olímpica é um dos símbolos dos Jogos Olímpicos, e evoca a lenda de Prometeu que teria roubado o fogo de Zeus para o entregar aos mortais. Durante a celebração dos Jogos Olímpicos antigos, em Olímpia, mantinha-se aceso um fogo que ardia enquanto durassem as competições. Esta tradição foi reintroduzida nos Jogos Olímpicos de Verão de 1928. Nos Jogos Olímpicos de Verão de 1936, pela primeira vez ocorreu uma estafeta de atletas para transportar uma tocha com a chama, desde as ruínas do templo de Hera em Olímpia até ao Estádio Olímpico de Berlim, como uma maneira de promover a ideologia Nazista.[1]

O transporte da tocha Olímpica

Ao longo do tempo manteve-se a tradição de transportar a tocha Olímpica com um revezamento por terra até a cidade-sede, mas em várias edições a tradição teve que ser adaptada por fatores geográficos ou por motivos de espetáculo.
A chama Olímpica viajou de barco pela primeira vez para atravessar o Canal da Mancha em 1948 e teve o seu primeiro vôo,rumo a Helsinque 1952. Devido às restritivas leis de quarentena em vigor na Austrália, nos Jogos Olímpicos de Verão de 1956 os eventos de hipismo foram transferidos para Estocolmo e o revezamento foi feito somente a cavalo até a cidade.
Em 1976 foram utilizados meios espetaculares para transportar a chama. O fogo foi transformado num impulso eléctrico que foi enviado desde Atenas, via satélite, até ao Canadá onde foi reacendido por um feixe de laser. Em 2000 a tocha foi transportada debaixo d´água por mergulhadores na Grande Barreira de Coral. Outros meios de transporte não tradicionais foram o uso de pirogas, camelos e o avião supersônico Concorde.

O ritual  da Pira
O ritual do acendimento da pira olímpica na Cerimônia de Abertura se tornou um ritual original e espetacular a cada edição. Nos Jogos de Barcelona 1992, o arqueiro paraolímpico Antonio Rebollo atirou uma flecha com fogo na Pira Olímpica. Dois anos mais tarde, em Lillehammer 1994, a tocha Olímpica entrou no estádio transportada por um saltador de esqui, e o Príncipe Haakon da Noruega acendeu a Pira Olímpica. Em Pequim 2008 a tocha foi levada por Li Ning, que, suspenso por cabos, deu uma volta sobre o teto do estádio.
Em Moscou 1980, Sergei Belov subiu até a pira por um caminho formado por placas seguradas pelos jovens que formaram os painéis durante a cerimônia de abertura.
Em Seul 1988, quem adentrou o Estádio Olímpico de Seul carregando a tocha foi Sohn Kee-chung, considerado o maior herói olímpico da história da Coreia do Sul. Em Berlim 1936, enquanto a Península da Coréia estava sob o domínio do Japão, Sohn foi obrigado a fazer parte da delegação japonesa, usando o nome de Kitei Son. Ganhou a medalha de ouro na maratona e no pódio abaixou a cabeça enquanto o Kimi ga Yo era tocado. Posteriormente, a pira foi acendida por três jovens, simbolizando o esporte, a música e as artes do país
Em Atenas 2004, pela primeira vez a pira veio "receber" o fogo, simbolizando a volta das Olimpíadas à Grécia; enquanto Nikolaos Kaklamanakis cruzava o corredor no meio dos atletas, a pira se "curvava" para receber o fogo.
Mas nem sempre tudo corre bem. Nos Jogos de Sydney em 2000, o mecanismo que transportava a parte superior da pira travou, ficando suspenso durante cerca de três minutos,após esse incidente a parte superior subiu e a pira foi montada.
Com o tempo tornou-se também tradição que o último dos portadores fosse um atleta ou ex-atleta famoso. O primeiro deles foi o campeão Olímpico Paavo Nurmi em 1952. Mais recentemente, entre esses últimos portadores da tocha, estão inclusos, Michel Platini nos (Jogos Olímpicos de Inverno de 1992) e o campeão olímpico na categoria de pesos pesados de boxe, Muhammad Ali em Atlanta 1996.
Noutras ocasiões, as pessoas que acendem a chama no estádio são cidadãos comuns mas mesmo assim representam os ideais olímpicos. O corredor japonês Yoshinori Sakai nasceu em Hiroshima, às 8h16 minutos, do dia 6 de Agosto de 1945 exatamente na hora em que explodiu a bomba nuclear que destruiu aquela cidade. Ele simbolizou o renascimento do Japão após a II Guerra Mundial,o tema principal deTóquio 1964.
Nos Jogos de Montreal, em 1976, dois adolescentes, um da parte francófona e outra da parte anglófona do Canadá, simbolizaram a união do país.
Nos Jogos de Vancouver de 2010, durante o revezamento final dos atletas, enquanto a pira olímpica se levantava do chão da BC Place, ocorreu uma pane no sistema hidráulico que sustentava três dos quatro braços que faziam a pira se levantar. O braço que estava destinado à patinadora de velocidade Catriona Le May Doan não funcionou. Catriona, por sua vez, agiu com naturalidade e se posicionou da forma combinada nos ensaios. Após este acontecido a tocha foi levada para o lado de fora do estádio e a pira permanente ali localizada foi acesa por Wayne Gretzky. O erro foi corrigido quinze dias mais tarde, quando Le May Doan acendeu a pira interna no início da cerimônia de encerramento.
Fonte:  Wikipédia, a enciclopédia livre.

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