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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 13 pedidos de registro de
candidatura à Presidência da República para as eleições de 2026. O
prazo para partidos, federações e coligações apresentarem os nomes
terminou às 19h desse sábado (15). A surpresa foi o nome do coach Pablo
Marçal (PRTB), que disputou à Prefeitura de São Paulo em 2024 e ficou
inelegível.
O protocolo do pedido, no entanto, não significa que a candidatura
esteja automaticamente autorizada. Os registros ainda vão passar pela
análise da Justiça Eleitoral.
O último a oficializar o registro foi Pablo Marçal (PRTB), que,
apesar de inelegível, foi incluído na disputa na reta final do prazo.
Horas antes, a Executiva Nacional do partido aprovou a saída de Leonardo
Avalanche, até então candidato da legenda ao Palácio do Planalto, para
abrir espaço ao empresário.
Marçal conseguiu neste sábado uma liminar da Justiça Eleitoral que
reconheceu provisoriamente sua filiação ao PRTB com efeitos retroativos a
4 de abril, data-limite para que candidatos estivessem filiados ao
partido pelo qual pretendiam concorrer. A decisão permitiu que a legenda
apresentasse o pedido de registro.
A medida, porém, não suspendeu a inelegibilidade de Marçal. O
empresário acumula condenações no Tribunal Regional Eleitoral de São
Paulo (TRE-SP) relacionadas à campanha para a Prefeitura de São Paulo em
2024 e, atualmente, está impedido de concorrer até 2032.
A campanha eleitoral começa oficialmente neste domingo (16), quando
os candidatos já podem pedir votos e realizar atos de campanha. O
primeiro turno está marcado para 4 de outubro e, se nenhum candidato
alcançar a maioria dos votos válidos, o segundo turno será realizado em
25 de outubro.
Candidatos à Presidência da República
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Atual presidente da República, Lula disputa mais um mandato no
Palácio do Planalto. Ex-metalúrgico e ex-líder sindical, comandou o país
entre 2003 e 2010 e voltou à Presidência em 2023. Antes de chegar ao
Executivo, também exerceu mandato de deputado federal por São Paulo.
Flávio Bolsonaro (PL)
Senador pelo Rio de Janeiro desde 2019, Flávio Bolsonaro é advogado,
empresário e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Antes de chegar
ao Senado, cumpriu quatro mandatos consecutivos como deputado estadual
no Rio e disputou a Prefeitura da capital fluminense em 2016.
Ronaldo Caiado (PSD)
Médico de formação, Caiado deixou o governo de Goiás para disputar a
Presidência. Ele comandou o estado entre 2019 e 2026 e tem uma longa
trajetória no Congresso Nacional, onde exerceu mandatos de deputado
federal e senador. Ligado historicamente ao agronegócio, migrou do União
Brasil para o PSD neste ano.
Romeu Zema (Novo)
Empresário e ex-governador de Minas Gerais, Zema chegou à política
eleitoral em 2018, quando venceu a disputa pelo governo mineiro. Foi
reeleito em 2022 e deixou o cargo em 2026 para concorrer ao Planalto.
Formado em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV), trabalhou
por quase três décadas no Grupo Zema, conglomerado fundado por sua
família.
Renan Santos (Missão)
Um dos fundadores e principais dirigentes do Movimento Brasil Livre
(MBL), Renan Santos é o presidente nacional do Missão, partido criado a
partir do grupo e registrado pelo TSE em 2025. Empresário e ativista
político, nunca exerceu cargo eletivo. Chegou a cursar Direito na
Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu a graduação.
Augusto Cury (Avante)
Psiquiatra, escritor e empresário, Augusto Cury ficou conhecido
nacionalmente pela publicação de livros voltados à psicologia e ao
desenvolvimento pessoal. Autor de obras como O Vendedor de Sonhos, faz
em 2026 sua estreia em uma disputa eleitoral.
Samara Martins (UP)
Dentista do Sistema Único de Saúde (SUS), Samara Martins atua em
movimentos populares, de mulheres e do movimento negro. Em 2022, foi
candidata a vice-presidente na chapa de Leonardo Péricles, também pela
Unidade Popular. Atualmente, integra a direção nacional da legenda.
Hertz Dias (PSTU)
Professor de História, rapper e militante do movimento negro, Hertz
Dias é filiado ao PSTU e já participou de outras eleições. Em 2018,
concorreu à Vice-Presidência na chapa de Vera Lúcia; em 2020, disputou a
Prefeitura de São Luís (MA); e, em 2022, tentou o governo do Maranhão.
Edmilson Costa (PCB)
Doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),
Edmilson Costa é um dos dirigentes históricos do Partido Comunista
Brasileiro. Militante da legenda desde a década de 1970, também é autor
de livros sobre economia e capitalismo e já disputou a vice-presidência
da República, em 2010.
Rui Costa Pimenta (PCO)
Jornalista e presidente nacional do Partido da Causa Operária, Rui
Costa Pimenta é um dos nomes mais recorrentes da legenda nas eleições
presidenciais. Foi um dos fundadores do PT, integrou a tendência Causa
Operária e, depois, participou da criação do PCO. Ele já concorreu ao
Palácio do Planalto em 2002, 2010 e 2014.
Clariana Barão (DC)
Advogada de Mato Grosso, Clariana Barão preside o diretório estadual
do Democracia Cristã no estado. Ela foi escolhida para a corrida
presidencial depois que o partido ficou sem os nomes inicialmente
cogitados para a disputa e faz sua primeira tentativa de conquistar um
cargo eletivo.
Wilson Grassi (Democrata)
Veterinário, Wilson Grassi construiu sua atuação pública
principalmente em torno da defesa e da proteção animal. Já disputou
eleições para deputado estadual, deputado federal e vereador de São
Paulo, mas nunca foi eleito. Em 2026, foi escolhido pelo Democrata,
antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB), para disputar a Presidência.
Pablo Marçal (PRTB)
Empresário e influenciador digital, Marçal ganhou projeção política
ao disputar a Prefeitura de São Paulo em 2024. Dois anos antes, tentou
concorrer à Presidência pelo Pros, mas a candidatura não chegou às urnas
devido a uma disputa interna da legenda. Agora, foi escolhido pelo PRTB
para substituir Leonardo Avalanche na corrida pelo Planalto, embora
esteja inelegível até 2032.
Fonte: Metrópoles