Morre Leivinha, ídolo do Palmeiras e da Seleção Brasileira, aos 76 anos
João Leiva Campos Filho, o inesquecível Leivinha, faleceu nesta quinta-feira (4), aos 76 anos, em decorrência de complicações causadas pelo Alzheimer. Um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro, Leivinha marcou época no Palmeiras e integrou a histórica Segunda Academia alviverde, uma das equipes mais talentosas do país na década de 1970.
Nascido em Novo Horizonte, em 11 de setembro de 1949, iniciou sua carreira no Linense ainda aos 15 anos. O talento logo chamou a atenção da Portuguesa, clube pelo qual se destacou antes de ser contratado pelo Palmeiras, em 1971.
Com a camisa alviverde, Leivinha disputou 267 partidas e marcou 108 gols, tornando-se um dos maiores artilheiros da história do clube. Foi bicampeão brasileiro (1972 e 1973) e bicampeão paulista (1972 e 1974), deixando seu nome eternamente ligado às grandes conquistas do Verdão.
Pela Seleção Brasileira, disputou a Copa do Mundo FIFA de 1974 e fez parte de uma geração marcada pelo talento e pela técnica refinada.
Após o Mundial de 1974, transferiu-se para o Atlético de Madrid, onde também se transformou em ídolo. Na Espanha, conquistou o Campeonato Espanhol de 1977 e brilhou com sua habilidade, velocidade e cabeceios precisos.
Leivinha também ficou marcado por um dos episódios mais polêmicos da arbitragem brasileira. Na decisão do Campeonato Paulista de 1971, marcou um gol legítimo de cabeça contra o São Paulo, mas o árbitro Armando Marques anulou o lance alegando toque de mão, em um erro que entrou para a história do futebol nacional.
Encerrando a carreira precocemente aos 29 anos devido a problemas físicos, Leivinha deixa um legado de talento, títulos e admiração que atravessa gerações. Para os palmeirenses, seguirá sendo um dos maiores símbolos da gloriosa Segunda Academia.
Descanse em paz, Leivinha. Um craque eterno do futebol brasileiro.
ESPN



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