Por que a Suécia desistiu da educação 100% digital e gastará milhões de euros para voltar aos livros impressos?
A Suécia, país que foi referência na digitalização da educação, decidiu mudar de estratégia e voltou a investir em livros didáticos impressos. Em 2023, o governo destinou 45 milhões de euros (cerca de R$ 242 milhões) para distribuir livros às escolas, após concluir que o uso exclusivo de recursos digitais trouxe prejuízos ao aprendizado.
A ministra da Educação, Lotta Edholm, afirmou que a experiência mostrou que a tecnologia tem vantagens, como integrar imagens, textos e sons, mas que os livros físicos oferecem benefícios que as telas não conseguem substituir.
A mudança foi motivada por diversos fatores, entre eles:
- Queda no desempenho em leitura dos estudantes, registrada em avaliações internacionais.
- Diminuição da concentração, da capacidade de escrita e maior distração causada pelo uso constante de computadores e tablets.
- Preocupações de órgãos de saúde sobre os efeitos do excesso de tempo em frente às telas, incluindo prejuízos ao sono, à comunicação e ao desenvolvimento cognitivo.
- Maior dificuldade dos pais em acompanhar as atividades escolares quando todo o material é digital.
- Pesquisas científicas que indicam que alunos compreendem e memorizam melhor os conteúdos quando utilizam livros impressos, em comparação com a leitura exclusivamente em telas.
Especialistas destacam que a decisão não significa abandonar a tecnologia, mas sim utilizá-la como complemento ao ensino. O objetivo do governo sueco é garantir que cada estudante tenha pelo menos um livro impresso para cada disciplina, equilibrando o uso de recursos digitais e materiais físicos para melhorar a aprendizagem.
Por Terradaxelita com informações do G1
OBS: Matéria por Luiza Tenente, g1,

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